terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mário Monti

Este homem pode salvar a Europa?”, pergunta-se sobre Mario Monti. Em visita a Washington e Nova Iorque por estes dias, “o homem mais importante da Europa”, como é classificado o chefe do Governo italiano, tem, de facto, a tarefa de evitar a derrocada da zona euro, e até mesmo da economia mundial, ao conseguir recuperar o seu país:


A missão de Monti tem implicações para todos – dos financeiros de Wall Street aos operários chineses. Porque os problemas de Itália tornaram-se problemas do mundo inteiro e Monti terá de salvar a Itália para evitar uma outra crise financeira global. Apesar da crise da dívida na Europa estar a ser travada há dois anos, a Itália [cuja dívida pública ultrapassa 120% do PIB] aparece como a maior ameaça à sobrevivência da moeda única, que está sob pressão: paradoxalmente é, ao mesmo tempo, demasiado grande para falir e demasiado importante para ser salva. E se se tornar insolvente, isso poderá desencadear uma série de acontecimentos que destroçariam a união monetária e poriam em perigo meio século de integração democrática.

O sucesso de Monti é igualmente crucial para a economia mundial. As consequências de um incumprimento de pagamentos por parte de Itália – e, pior, o colapso do euro – são praticamente inimagináveis. A Itália poderia provocar uma crise financeira ainda pior do que aquela que foi provocada em 2008 pela falência do banco Lehman Brothers. A onda de choque atingiria os mercados financeiros de todo o mundo, arrastando consigo os bancos e economias inteiras. Uma recessão na Europa, onde vivem milhões de consumidores ricos, poderia travar a retoma nos Estados Unidos e desacelerar os mercados emergentes. O destino de Mario Monti, da Europa e da retoma mundial estão agora inexoravelmente ligados.

“A Alemanha está a exportar mais do que nunca”

“A Alemanha está a exportar mais do que nunca”. Apesar da crise, “a economia alemã exportou bens no valor de mais de um bilião de euros em 2011”. Um momento recorde, com um aumento de 11,4% em relação a 2010. A procura vem sobretudo dos países emergentes, como a China. Mas “a UE continua a ser o mercado mais importante para as exportações alemãs”. Em 2011, a Alemanha exportou bens no valor de 627 mil milhões de euros para o mercado da UE, o que corresponde a quase dois terços do total de exportações dentro da UE.

Perante esta situação, “os economistas americanos e franceses pediram ao Governo alemão para equilibrar a sua balança comercial com as dos outros países da UE. Mas, uma vez que a balança comercial entre a Alemanha e os países europeus seus clientes esteve quase equilibrada em 2011, os alemães só parcialmente são responsáveis pelo desequilíbrio financeiro de alguns países europeus”.

“O enorme arrefecimento conjuntural na zona euro, na Suíça e na Europa de Leste pesa sobre a economia alemã, baseada nas suas exportações”. Assim, as vendas para o estrangeiro baixaram 4,3% entre novembro e dezembro, coisa que não acontecia desde a recessão de 2009. Esta baixa impediu o crescimento da economia alemã este inverno, acrescenta o diário económico

DEZ ANOS DO EURO

O euro (€) é a moeda oficial de 17 dos 27 países da União Europeia. O euro existe na forma de notas e moedas desde 1 de Janeiro de 2002, e como moeda escritural desde 1 de Janeiro de 1999.
O código do euro, de acordo com a norma ISO 4A Zona Euro ou oficialmente Área do Euro (também referenciada como Eurozona, Euro-Área ou ainda Eurolândia) refere-se a uma união monetária dentro da União Europeia, na qual alguns Estados-membros adotaram oficialmente o euro como moeda comum. A área monetária é constituída por 17 membros dentro da União Europeia e mais 9 fora dela.
A entidade máxima que regula toda a política monetária (incluindo a gestão da taxa de juros Euribor) é o Banco Central Europeu, sediado em Frankfurt, na Alemanha.
A Zona Euro é a maior economia do mundo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Limites ao défice e regime de sanções

O "pacto orçamental" aprovado segunda-feira, em Bruxelas, por 25 líderes europeus vai reforçar a disciplina das finanças públicas dos Estados-membros, designadamente através da introdução legal de limites ao défice e à dívida e de um regime de sanções.

A chamada "regra de ouro", que os países devem inscrever "preferencialmente" na Constituição, embora o texto final agora aprovado admita a possibilidade de ficar consagrada de uma outra forma desde que com valor vinculativo e permanente, obriga cada Estado-membro subscritor do pacto a não ultrapassar um défice estrutural de 0,5% e a ter uma dívida pública sempre abaixo dos 60 por cento do produto interno bruto (PIB).

Quem não cumprir estas disposições poderá sofrer sanções pecuniárias, até 0,1% do PIB, impostas pelo Tribunal Europeu de Justiça, e cada Estado-membro compromete-se a colocar em prática internamente um "mecanismo de correção", a ser ativado automaticamente, em caso de desvio dos objetivos, com a obrigação de tomar medidas num determinado prazo.
O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, saudou esta noite a assinatura do pacto orçamental por 25 países europeus, considerando que isso "vai reforçar a confiança na zona euro".

O acordo de reforço da disciplina orçamental é "um primeiro passo para uma união orçamental", congratulou-se Draghi.

À exceção do Reino Unido e da República Checa, os países europeus aceitaram inscrever nas suas legislações a chamada "regra de ouro" para garantir o equilíbrio orçamental, bem como sanções quase automáticas em caso de derrapagens dos défices públicos, como queria a Alemanha em contrapartida da sua solidariedade financeira.

Este pacto "vai reforçar, sem qualquer dúvida, a confiança na Zona Euro", acrescentou Mario Draghi, cuja opinião interessa, já que vários países europeus esperam que o pacto encoraje a ajuda do BCE aos países mais frágeis da União Monetária.

"Também saudamos a entrada em vigor" em junho do mecanismo europeu de estabilidade, o fundo de socorro permanente da zona euro, disse ainda o líder do BCE.

O flagelo do desemprego

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 13,6% em dezembro de 2011, mais quatro décimas que no mês anterior, e é a terceira pior da zona euro no referido período, divulgou hoje o Eurostat.

Do total dos países dos quais o Eurostat disponibiliza números para dezembro, a taxa de desemprego em Portugal situa-se apenas abaixo da registada em Espanha (22,9%) e Irlanda (14,5%). No entanto, é de esperar que na Grécia o número de desempregados seja também superior, já que os dados de outubro - os mais recentes para o país divulgados pelo Eurostat - apontam para valores perto dos 20%.

No conjunto da União Europeia (UE) e na zona euro os valores registados em dezembro estabilizaram quando comparados com novembro: 9,9% nos 27 e 10,4 entre os países que partilham a moeda única, informou hoje o gabinete de estatísticas da UE.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

As taxas Euribor

As taxas Euribor continuavam hoje a descer em todos os prazos, com maior destaque para os três meses onde se situavam em 1,955 por cento, segundo o 'fixing' diário da Federação Europeia de Bancos.

No prazo dos três meses, o principal indexante dos empréstimos às empresas, recuou 0,009 pontos percentuais para 1,955 por cento, face a quarta-feira.

Já a seis meses, a taxa usada como principal referencial para o crédito à habitação em Portugal, caiu 0,006 pontos percentuais para 1,480 por cento.