quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O revés marxista

Para todos aqueles que controlam o sistema financeiro é muito importante que os trabalhadores( licenciados ou não, independentemente da sua qualificação profissional) deixem de exigir uma parcela razoável e decente do rendimento nacional. Para atingir tal objectivo é necessário que percam todos os direitos laborais adquiridos depois da "2ª Guerra Mundial".O objectivo é voltar à política de classes" pura e dura", factor indutor de confrontação e violência social.

No caso português, a divisão do rendimento nacional entre capital e trabalho tem assumido um decrescendo contínuo para este último. Enquanto nos anos setenta, a repartição aproximava - se da igualdade, neste momento o factor trabalho só é receptor de 34% da riqueza nacional. Caminhamos, efectivamente para uma sociedade cada vez mais desproporcionada em termos de repartição dos rendimentos. Olhem para as curvas de Lorenz... a quem nos equiparamos!!!! Boa questão..

Solução possível/ impossível

Já que se encontrou solução nos "loucos" anos 30 do Século XX, porque não hoje encontrar a mesma receita? Por decisão política dos que controlam o sistema financeiro e, indiretamente dos Estados. Esta decisão consiste em enfraquecer mais o Estado, acabar com o "Estado- Providência", debilitar o poder das classes média e de rendimentos inferiores, levando os trabalhadores a terem de aceitar trabalho nas condições e remuneração impostas pela respetivas Entidades Patronais.

Como o Estado apresenta tendências de ser um empregador menos autónomo e como as prestações sociais são realizadas através dos serviços públicos, o ataque deve ser centrado na função pública e nos que mais dependem dos serviços do Estado.Vejamos, O Serviço Nacional de Saúde deve ficar ou "resistir" para os pobres e indigentes, já que alguns elementos da classe médica portuguesa indicam como caminho aos seus utentes a criação de um seguro de saúde colectivo!!! E, é dado como conselho em surdina, de forma a que não fique o "cidadão" desprevinido....

Vejamos, o exemplo da política irlandesa! Reduzir o número de prestadores de serviços ao Estado Irlandês! Neste momento, não se distribui às famílias carenciadas irlandesas, batatas, MAS SIM UM DETERMINADO TIPO DE QUEIJO EM QUE A ECONOMIA É EXCEDENTÁRIA!Quem sobrevive? Nova vaga de emigração espera os Irlandeses!!!!

Como boa Keynesiana

Todos devem, indiscriminadamente! Estado, empresas e famílias! Facto indiscutível!
Se ninguém pode gastar porque já excedeu todos os seus limites, então quem vai produzir, criar emprego, devolver as esperanças às famílias e aos pequenos empresários?

Neste cenário em que o Estado se encontra altamente endividado, o cenário passível de acontecer é a recessão, o aumento do desemprego e a miséria de quase todos!
No entanto, a história dos "loucos" anos 30 do século XX, mostra - nos que a única solução é o Estado Investir, criar emprego, tributar os milionários e regular o sistema financeiro.

E, enquanto falamos de Estado Português, falamos da União de Estados Europeus!

Crise? Principal razão

A crise foi provocada por um Sistema Financeiro demasiadamente valorizado, excessionalmente lucrativo e excepcionalmente poderoso que, no momento em que "despertou", do sonho já antevisto, provocou um imenso buraco "negro" na economia mundial. Com o seu poder influenciaram os Estados, sim por que eram eles "entidade bancária" que financiavam a economia, a salvá - los da bancarrota e a encher - lhes de novo os cofres com dinheiro "fresco".
Os Estados já endividados, endividaram - se ainda mais, tiveram que recorrer ao sistema financeiro que tinham acabado de salvar, e este decidiu que só emprestaria dinheiro nas condições que lhe garantissem lucros atá à próxima bancarrota.
Onde reside o segredo do sistema financeiro? Todos os bancos, independentemente do crédito inter-bancário, devem reter uma reserva de liquidez que faça face ao seus depósitos. A isso, chama - se confiança bancária! No entanto, as entidades bancárias concederam créditos indiscriminadamente, sabendo à partida que não existiam condições de retorno. O crédito de "alto risco" com o objectivo simplista de atingir maiores lucros, reduziu draticamente essa reserva de liquidez! Se todos desejassem ver os seus depósitos traduzidos em numerário, a Banca encontrar - se - ia numa situação em que não poderia solver tais montantes! Eis a origem do "buraco negro" que se situa justamente no "multiplicador de crédito"!Aí se encontra a explicação para o fenómeno financeiro designado de "bolha"!
Já existem "fenómenos": tais como; o dinheiro de baixo do colchão ou para quem pode, ter quilos de ouro em barra nos Bancos Suiços!Quem puder e assim o desejar, aqui fica o conselho; o ouro atingiu preços record! Há que apostar nessa forma de entesouramento!

domingo, 21 de novembro de 2010

Como reduzir a dívida???

Criando mais organismos?

O Governo vai criar uma comissão independente para reavaliar as Parcerias Público - Privadas! Dado confirmado pelo Executivo. Será que não existem economistas e fiscalistas "suficientemente" credíveis nos quadros do Estado? Afinal, quem fiscaliza quem?

Mas, não paramos por aí!Será, também criada entidade independente de controlo das contas públicas! Então, para que serve o Tribunal de Contas?

Evidências da crise

Crise? Onde residem os principais culpados?O Governo desculpa - se com a crise internacional, a oposição aponta o dedo à incapacidade governativa, o cidadão comum que tem quanto muito uma ideia muito difusa e pouco esclarecida da questão reprime a manifestação de opiniões com o objectivo de não ser "etiquetado" de ignorante,pouco patriótico ou mesmo louco! Mas, lá se vai queixando daquilo que melhor sente e consegue explicar: não tem dinheiro suficiente para gerir de forma satisafatória o seu orçamento familiar, vendo - se obrigado a uma "ginástica" constante ao longo do mês, sendo levado a uma criteriosa selecção das despesas consideradas prioritárias.
Pois, estamos todos com o sabor de que a "festa" acabou e nos arruinou!
Sim, todos nós somos culpados da crise, cidadãos, empresas e Estado! Vivemos acima das nossas posses e endividámo - nos em excesso. Claro que não se pode atribuir a estes agentes a mesma quota de culpa na crise! Os mais "iluminados" e "esclarecidos" deveriam há muito ter tomado providências para que os "ignorantes" não caissem no logro!O Estado deve, o Estado deve dar o exemplo! Mas, para dar o exemplo vê - se "condicionado" a extorquir principalmente e para não dizer quase exclusivamente a classe média que vive de rendimentos que não têm grande hipótese de fugir à máquina fiscal!!!!!!!

Timor - Leste oferece ajuda: Solidariedade ou "retorno garantido"

Se os valores da solidariedade estão escassos numa União Europeia em crise, eis que nos chega uma valorosa notícia!
A ex - colónia portuguesa de Timor quer ajudar a sua antiga potência colonial. Como as situações se podem inverter!
Com base na aplicação de 380 milhões de euros oriundos do Fundo Petrolífero daquele país na aquisição de títulos da dívida pública portuguesa, em detrimento de investimentos em obrigações do tesouro australiano, o governo de Xanana Gusmão diversifica as aplicações do fundo.
Mas, atenção!!! O motivo que leva a tão nobre troca deve - se ao facto da aposta de investimento em títulos da dívida pública nacional não constituirem um investimento arriscado e pelo contrário um excelente negócio que pode gerar "um retorno bastante elevado".