Alemanha, terra de imigração de trabalho.
“Bem-vindo à Alemanha!” “Pela primeira vez desde há décadas, o número de imigrantes na Alemanha ultrapassa o dos emigrantes” A causa é o aumento do desemprego e muitos países da UE, enquanto a Alemanha está a viver um boom no emprego, atraindo os trabalhadores estrangeiros qualificados. Durante muito tempo, a economia alemã lamentou a ausência de uma “cultura de boas vindas” que, “no mínimo, desse aos imigrantes a impressão de serem ‘simplesmente’suportados na Alemanha. Agora, é a crise do euro que está a realizar esta exigência dos economistas” congratula-se este diário de negócios.
No primeiro semestre de 2011, segundo a agência federal de estatística, o número de imigrantes espanhóis aumentou 49% em comparação com o ano anterior, e o dos gregos cresceu 84%. Ao todo, chegaram à Alemanha, no primeiro semestre deste ano, 435 mil pessoas, o que representa um aumento de 20% em relação aos números do ano passado. No mesmo período, foram 30 mil os alemães que emigraram. “O tempo em que a Alemanha era um país de emigração parece ter acabado”.
Tem como objectivo alertar o cidadão comum para a causa económica, que afinal determina o nosso quotidiano.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Desemprego
Em fevereiro, o desemprego na UE atingiu a taxa mais elevada dos últimos quinze anos. Segundo o Eurostat, 10,2% dos europeus estão sem emprego, ou seja, 24,55 milhões de pessoas. Na zona euro a taxa é de 10,8%, o que significa 17,13 milhões de pessoas.
Com 5,7% (só a Holanda, a Áustria e o Luxemburgo têm menos desemprego) a Alemanha faz figura de eldorado, e “Berlim faz publicidade junto dos europeus” para atrair mão-de-obra.
Em algumas regiões e setores profissionais, a Alemanha está numa situação de pleno emprego e procura aumentar a mão-de-obra estrangeira que fala alemão. Especialistas em imigração afirmam, no entanto, que as expectativas não devem ser muito elevadas: “A Alemanha não é a primeira escolha para os trabalhadores qualificados, tem que concorrer com outros Estados”. Refere-se sobretudo aos licenciados que falam inglês que procuram emprego sobretudo no Reino Unido. Por isso, Berlim não espera um grande assalto de desempregados gregos e espanhóis.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
A Zona Euro
A Zona Euro é composta pelos seguintes países da União Europeia, que adoptaram a moeda comum: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal, prevendo-se que com a expansão da União Europeia alguns dos aderentes mais recentes possam nos próximos anos partilhar também o euro como moeda oficial.
O governo dinamarquês anunciou no seu programa de 22 de Novembro de 2007 a sua intenção de organizar um referendo sobre a entrada do país na Zona Euro.
Alguns países pequenos que não praticam políticas de moeda própria usam também o euro: Andorra, Mónaco, São Marino e Vaticano. Montenegro também utiliza o euro como sua moeda oficial. Também no Kosovo, o euro passou a circular mesmo antes da sua declaração de independência.
Outros países tinham a sua moeda fixada a uma antiga moeda europeia. Este era o caso do escudo cabo-verdiano, que estava ligado ao escudo português, e do franco CFA, que era indexado ao franco francês, em circulação em diversos países africanos, e o Franco CFP, dos territórios franceses no Pacífico.
O banco que controla as emissões do euro e executa a política cambial da União Europeia é o Banco Central Europeu, com sede em Frankfurt, am Main, na Alemanha.
O governo dinamarquês anunciou no seu programa de 22 de Novembro de 2007 a sua intenção de organizar um referendo sobre a entrada do país na Zona Euro.
Alguns países pequenos que não praticam políticas de moeda própria usam também o euro: Andorra, Mónaco, São Marino e Vaticano. Montenegro também utiliza o euro como sua moeda oficial. Também no Kosovo, o euro passou a circular mesmo antes da sua declaração de independência.
Outros países tinham a sua moeda fixada a uma antiga moeda europeia. Este era o caso do escudo cabo-verdiano, que estava ligado ao escudo português, e do franco CFA, que era indexado ao franco francês, em circulação em diversos países africanos, e o Franco CFP, dos territórios franceses no Pacífico.
O banco que controla as emissões do euro e executa a política cambial da União Europeia é o Banco Central Europeu, com sede em Frankfurt, am Main, na Alemanha.
Recessão portuguesa persiste mas na Zona Euro deve ser passageira
Indicadores avançados da OCDE apontam para prolongamento das condições recessivas em Portugal pelo menos até ao Verão. Mas trazem boas notícias para a evolução do contexto externo e, logo, para as exportações que têm sido o único motor da economia portuguesa.
A economia portuguesa vai manter-se em recessão pelo menos até ao Verão, mas a retracção antecipada para a Zona Euro tenderá a ser passageira, sugerem os indicadores avançados, hoje actualizados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
No caso de Portugal, o indicador, que tenta antecipar pontos de viragem no ciclo económico, continua a sinalizar uma trajetória francamente descendente da actividade económica, embora a curva comece a não ser tão inclinada, o que sugere uma progressiva estabilização das condições recessivas.
O indicador referente a Dezembro do ano passado desceu para 96,48 (a média de longo prazo é fixada em 100), o que significa uma descida mensal de 0,51% (0,62% no mês anterior) e uma queda acentuada de 6,47% por comparação com Dezembro de 2010 (a queda homóloga de Novembro havia sido de 5,74%). A previsão oficial do Governo e da troika aponta para que a economia portuguesa recue 3% neste ano, mas esse número data do início do Outono e deverá revelar-se mais sombrio na realidade.
Já para o conjunto dos países membros da OCDE, em particular para os Estados Unidos e para o Japão, os indicadores avançados “mostram uma mudança positiva na dinâmica de crescimento”. No caso da Zona Euro, estes continuam a sinalizar um crescimento inferior ao da média de longo prazo, mas também aqui pode haver boas notícias, com a OCDE a detetar “a emergência de sinais de moderação da recente deterioração” das perspectivas económicas para os próximos seis meses. As últimas previsões do FMI antecipavam uma recessão na Zona Euro de 0,5% no conjunto de 2012.
Em vias de estabilizar a desaceleração do crescimento estará o Brasil. Já para a China, os indicadores da OCDE apontam agora de forma mais pronunciada para um abrandamento do crescimento da actividade económica.
A economia portuguesa vai manter-se em recessão pelo menos até ao Verão, mas a retracção antecipada para a Zona Euro tenderá a ser passageira, sugerem os indicadores avançados, hoje actualizados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
No caso de Portugal, o indicador, que tenta antecipar pontos de viragem no ciclo económico, continua a sinalizar uma trajetória francamente descendente da actividade económica, embora a curva comece a não ser tão inclinada, o que sugere uma progressiva estabilização das condições recessivas.
O indicador referente a Dezembro do ano passado desceu para 96,48 (a média de longo prazo é fixada em 100), o que significa uma descida mensal de 0,51% (0,62% no mês anterior) e uma queda acentuada de 6,47% por comparação com Dezembro de 2010 (a queda homóloga de Novembro havia sido de 5,74%). A previsão oficial do Governo e da troika aponta para que a economia portuguesa recue 3% neste ano, mas esse número data do início do Outono e deverá revelar-se mais sombrio na realidade.
Já para o conjunto dos países membros da OCDE, em particular para os Estados Unidos e para o Japão, os indicadores avançados “mostram uma mudança positiva na dinâmica de crescimento”. No caso da Zona Euro, estes continuam a sinalizar um crescimento inferior ao da média de longo prazo, mas também aqui pode haver boas notícias, com a OCDE a detetar “a emergência de sinais de moderação da recente deterioração” das perspectivas económicas para os próximos seis meses. As últimas previsões do FMI antecipavam uma recessão na Zona Euro de 0,5% no conjunto de 2012.
Em vias de estabilizar a desaceleração do crescimento estará o Brasil. Já para a China, os indicadores da OCDE apontam agora de forma mais pronunciada para um abrandamento do crescimento da actividade económica.
Euro ganha terreno após aprovação de plano de austeridade grego
A moeda única da Zona Euro está a valorizar face ao dólar e ao iene, após o governo grego ter ontem aprovado o plano de austeridade no parlamento, assegurando assim o segundo pacote de ajuda ao país.
O euro está a ganhar terreno face a 10 das 16 maiores contrapartes, com o iene a ceder 0,4% face à moeda europeia, para os 102,87 por euro. Face ao dólar, a divisa europeia aprecia 0,45% para os 1,3257 dólares.
A determinar esta evolução positiva do euro estão os recentes desenvolvimentos na Grécia, onde ontem o Executivo de Lucas Papademos conseguiu assegurar a aprovação de um novo pacote de medidas de austeridade no parlamento do país, um programa que vai permitir o pagamento do segundo pacote de ajuda à Grécia e evitar a bancarrota.
O euro está a ganhar terreno face a 10 das 16 maiores contrapartes, com o iene a ceder 0,4% face à moeda europeia, para os 102,87 por euro. Face ao dólar, a divisa europeia aprecia 0,45% para os 1,3257 dólares.
A determinar esta evolução positiva do euro estão os recentes desenvolvimentos na Grécia, onde ontem o Executivo de Lucas Papademos conseguiu assegurar a aprovação de um novo pacote de medidas de austeridade no parlamento do país, um programa que vai permitir o pagamento do segundo pacote de ajuda à Grécia e evitar a bancarrota.
Moody's reduz nota das dívidas de Espanha, Itália e Portugal
A agência de classificação de risco Moody's reduziu nesta segunda-feira a nota da dívida soberana de Espanha, Itália e Portugal e informou que considera a possibilidade de rebaixar a nota máxima 'AAA' de França, Grã-Bretanha e Áustria devido à crise do euro.
Assim, a Moody's reduziu em um grau a classificação de solvência da Itália, para A3, de Portugal, para Ba3, e da Espanha em dois níveis, para A3.
A agência também reduziu em um grau as notas de Eslovênia (para A2) e Eslováquia (para A2) e de Malta (para A3), argumentando que esses nove países são mais suscetíveis aos crescentes riscos financeiros e macroeconômicos derivados da crise da Zona Euro.
A Moody's informou que considera a possibilidade de reduzir ainda mais, no médio prazo, as notas dos seis países que acaba de penalizar.
O anúncio da Moody's acontece exatamente um mês depois de a Standard & Poor's privar a França e a Áustria de suas classificações "AAA" e um dia depois de o Parlamento da Grécia aprovar novas medidas de austeridade, apesar as manifestações contrárias no país.
Mas a Moody's disse que a possibilidade de enfraquecimento económico na Europa "ameaça a implementação de programas nacionais de austeridade e as reformas estruturais que são necessárias para promover a competitividade".
A agência questionou a implementação de reformas institucionais na Zona Euro no lugar de utilizar recursos adequados para combater a crise e que esse conjunto de fatores negativos manterá uma "frágil" confiança no mercado europeu.
"Em diferentes graus, esses fatores estão a limitar a solvência soberana de toda a Europa e exacerbam a suscetibilidade de riscos financeiros e macroeconómicos", segundo a agência.
No entanto, a Moody's assegurou que "o compromisso das autoridades europeias para preservar a união monetária e para instaurar todas as reformas necessárias para restaurar a confiança nos mercados é um fator importante que limitou a envergadura dos ajustes das classificações" desta segunda-feira.
Assim, a Moody's reduziu em um grau a classificação de solvência da Itália, para A3, de Portugal, para Ba3, e da Espanha em dois níveis, para A3.
A agência também reduziu em um grau as notas de Eslovênia (para A2) e Eslováquia (para A2) e de Malta (para A3), argumentando que esses nove países são mais suscetíveis aos crescentes riscos financeiros e macroeconômicos derivados da crise da Zona Euro.
A Moody's informou que considera a possibilidade de reduzir ainda mais, no médio prazo, as notas dos seis países que acaba de penalizar.
O anúncio da Moody's acontece exatamente um mês depois de a Standard & Poor's privar a França e a Áustria de suas classificações "AAA" e um dia depois de o Parlamento da Grécia aprovar novas medidas de austeridade, apesar as manifestações contrárias no país.
Mas a Moody's disse que a possibilidade de enfraquecimento económico na Europa "ameaça a implementação de programas nacionais de austeridade e as reformas estruturais que são necessárias para promover a competitividade".
A agência questionou a implementação de reformas institucionais na Zona Euro no lugar de utilizar recursos adequados para combater a crise e que esse conjunto de fatores negativos manterá uma "frágil" confiança no mercado europeu.
"Em diferentes graus, esses fatores estão a limitar a solvência soberana de toda a Europa e exacerbam a suscetibilidade de riscos financeiros e macroeconómicos", segundo a agência.
No entanto, a Moody's assegurou que "o compromisso das autoridades europeias para preservar a união monetária e para instaurar todas as reformas necessárias para restaurar a confiança nos mercados é um fator importante que limitou a envergadura dos ajustes das classificações" desta segunda-feira.
Angela Merkel encontrou-se com o seu professor, em Pequim. “A República Popular da China manda passear a chanceler”, em reação à viagem de três dias de Merkel no Império do Meio, onde esperava, entre outras coisas, pedir a ajuda chinesa para a salvação do euro. É certo que Pequim quer participar na solução da crise mas não conta perder o seu dinheiro.
“Nada de promessas de investimentos diretos aos europeus, declarou friamente o primeiro-ministro Wen Jiabao”. “Os países endividados têm, primeiro, que ‘tomar decisões dolorosas e fazerem os seus deveres’”. Ou seja:
Reduzir as dívidas, alargar os mecanismos de controlo e tomar posições claras, francas e confiáveis para com o resto do mundo. O dinheiro que os chineses querem investir na Europa não tem como objetivo ser uma ajuda ao desenvolvimento mas sim um bom investimento. No melhor dos casos, no plano económico e político.
Do ponto de vista alemão, a China podia desempenhar um papel-chave com os seus 3,2 mil milhões de dólares de reservas de divisas. As contrapartidas exigidas em troca, como por exemplo:
O reconhecimento, pela UE, do estatuto de economia de mercado para a China, o que tornaria mais difícil às empresas europeias tomarem medidas contra os crimes contra a concorrência e o dumping sobre os preços.
Resultado: a chanceler, que pode querer ser considerada pelos chineses como “a renovadora chefe do euro”, não teve oportunidade de promover as relações económicas bilaterais, como estava previsto, e não tem outro remédio senão esperar pelos encontros que ainda terá no decorrer do ano para arrancar as promessas ao primeiro-ministro chinês.
“Nada de promessas de investimentos diretos aos europeus, declarou friamente o primeiro-ministro Wen Jiabao”. “Os países endividados têm, primeiro, que ‘tomar decisões dolorosas e fazerem os seus deveres’”. Ou seja:
Reduzir as dívidas, alargar os mecanismos de controlo e tomar posições claras, francas e confiáveis para com o resto do mundo. O dinheiro que os chineses querem investir na Europa não tem como objetivo ser uma ajuda ao desenvolvimento mas sim um bom investimento. No melhor dos casos, no plano económico e político.
Do ponto de vista alemão, a China podia desempenhar um papel-chave com os seus 3,2 mil milhões de dólares de reservas de divisas. As contrapartidas exigidas em troca, como por exemplo:
O reconhecimento, pela UE, do estatuto de economia de mercado para a China, o que tornaria mais difícil às empresas europeias tomarem medidas contra os crimes contra a concorrência e o dumping sobre os preços.
Resultado: a chanceler, que pode querer ser considerada pelos chineses como “a renovadora chefe do euro”, não teve oportunidade de promover as relações económicas bilaterais, como estava previsto, e não tem outro remédio senão esperar pelos encontros que ainda terá no decorrer do ano para arrancar as promessas ao primeiro-ministro chinês.
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