quinta-feira, 16 de junho de 2011

Contas à lupa

Caso condideremos a instalação de painéis com uma área de 28 metros quadrados, mais barato, de 6000KWH ou um de área superior de 34 metros quadrados,de maior rendimento, de 7500 KWH, poderemos considerar investimentos iniciais que oscilam entre os 19915 euros e 21915 euros, incluindo a aquisição dos ditos painéis, instalação e obras, licenciamento e custos iniciais.

A manutenção oscila entre os 190 e 210 euros anuais.

O retorno do investimento só se verifica a dez anos para o primeiro painel e a nove anos para o segundo modelo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

MICROGERAÇÂO - Muita parra e pouca uva

Burocracia, custo de instalação e área ocupada pelo sistema solar são factores a ponderar na hora de se candidatar à microgeração.

Vai ter que esperar, no mínimo, sete anos para ver o investimento compensado.
No melhor cenário, o lucro ronda os 9000 euros, ao fim de quinze anos.

Se necessitar de crédito para financiar o projecto, o melhor é não se aventurar.

Os juros, as comissões praticamente diluem a mais - valia: a menos que tenha uma forte consciência ambiental ou estará a "trabalhar para aquecer".

MICROGERAÇÃO - ETAPAS

Para obter o licenciamento de produção de energias limpas terá que passar por várias etapas.
1 - Registo
Depois de escolhido o sistema, preencha o formulário do Sistema de Registo de Microprodução em www.renovaveisnahora.pt e identifique o local da instalação e o contrato de electricidade.
2 - Validação do pedido
Depois de realizado o registo, recebe uma primeira validação do pedido do Sistema de Registo de Microprodução. Tem até cinco dias para aceitar.
3 - Pagamento da taxa
Sr - lhe - á enviado uma referência de Multibanco e dispõe de cinco dias para pagar a taxa de registo de 615 euros.
4 - Instalação
Após o registo, deve instalar uma unidade de microprodução no prazo de quatro meses.
Antes de pedir o certificado de exploração, a instalação, já montada e pronta a funcionar, tem de ser inspeccionada.
5- Inspecção
Cabe à entidade certificadora, a CERTIEL, fazer a inspecção até 10 dias após o pedido.
Se forem detectadas não conformidades, tem de corrigir e solicitar uma nova inspecção no prazo de trinta dias.
6 - Registo definitivo
Depois da emissão do certificado de exploração, o registo provisório passa a definitivo.
7 - Contrato de venda
Adira ao contrato de comercialização, até dez dias após a emissão do certificado. Cabe ao fornecedor informar, no prazo de dez dias, o Sistema de Registo de Microprodução de que o contrato foi concluido.
8 - Ligação à rede
O Sistema de Registo de Microprodução pede ao operador da rede para ligar a instalação à rede no prazo de dez dias.
UMA VERDADEIRA SAGA!!!!

MICROGERAÇÃO

Produzir electricidade em casa e vendê - la à rede pública não é tão vantajoso quanto parece.

Se recorrer ao crédito para financiar o projecto, a rentabilidade fica comprometida.
Já há quase 10 mil portugueses a produzir electricidade a partir de equipamentos que usam fontes renováveis, como painéis fotovoltaicos ou minieólicas.

O projecto de microgeração, lançado pelo Governo há três anos, dá a oportunidade aos consumidores de contribuir para a produção nacional de energia verde, tirando daí uma contrapartida financeira.

Toda a energia produzida é vendida à rede pública e ao triplo do preço a que a compram. Mas, nem tudo o que luz é ouro.
Realizada a avaliação do preço de aquisição, custos de instalação e de manutenção de um sistema fotovoltaico e concluiu - se que o retorno não é elevado e quew tarda em chegar.

Terá de esperar, pelo menos a sete ou oito anos para começar a obter lucro.

CARTÕES de CRÈDITO, ATENÇÃO!

Pagar com cartão de crédito pode trazer dissabores.
Os custos cobrados por várias indústrias, como a hoteleira, agências de viagens e companhias aéreas são verdadeiramente abusivos.
As taxas aplicadas são excessivas e não obedecem a nenhuma lógica.
Fica um alerta aos consumidores!

EM PARCERIA POR DINHEIRO BEM GERIDO

Deco e santa Casa da Misericórdia de Lisboa aliam - se na Educação Financeira.

Levar a educação financeira aos jovens, elaborar materiais de apoio para formadores e público em geral e formar técnicos sociais são os principais objectivos da parceria entre estas duas entidades.

O protocolo de colaboração vai permitir até ao final do ano, elaborar múltiplas acções de formação para crianças, jovens e adultos a aprenderem a lidar com o dinheiro.

Tem como objectivo combater o flagelo do sobre - endividamento das famílias portuguesas, que além de constituir um enorme problema financeiro e de consumo, origina muitos e graves problemas sociais na sociedade, em particular, no meio urbano.

Atenção a falsas promessas bancárias!

Depósitos que anunciam 6,2%, mas rendem muito menos.
Os depósitos de taxa crescente prometem rendimentos na casa dos 6% que são um verdadeiro engodo!

Feita a análise de 38 tipos de depósitos de taxa crescente, concluiu - se que vários atingem os 6%, mas só no último período!

No primeiro ano, rendem menos do que a inflação prevista para 2011, de 3, 6%, e menos até do que o melhor depósito a 12 meses, de 3,7% l´quidos. O rendimento anual para a totalidade da aplicação é bastante mais baixo do que o sugerido nos anúncios publicitários: 3,8% líquidos, na melhor das hipóteses.

Se não necessita do capital a médio ou longo prazo, pode optar por alternativas mais rentáveis.
Os Certificados do Tesouro (5,3% a cinco anos) e as Obrigações do Tesouro, cujo rendimento já supera os 10% ao ano para quem os mantiver até ao vencimento ( prazo de três anos), são as opções mais interessantes.