domingo, 19 de dezembro de 2010

A economia constitui o sustentáculo civilazicional, sendo o suporte dos modelos sociais.

Para que modelo caminhamos? Para uma social democracia nórdica? Para atingir tal patamar, teremos que partir de alguns princípios
_ pleno emprego
_ forte industrialização da economia
_ redistribuição da riqueza criada

Estes modelos surgiram, com os devidos compassos de espera, da revolução industrial que promovia uma forte industrialização europeia.

Será a Europa capaz de "vestir" este modelo num momento de forte desacelaração industrial?

Medina Carreira..... e as suas profecias

Medina Carreira foi Ministro das Finanças de Mário Soares, no I Governo Constitucional. No final de 1977 exortava os portugueses a gastar menos e a poupar mais. E, dizia"lá virá o dia em que todos vão ter de aceitar a inevitabilidade das medidas de austeridade".

Em 1985, Portugal viu- se obrigado a negociar com o FMI, visto que as torneiras do crédito externo se tinham fechado para o nosso país.

Em 2010, de novo o "fantasma" dessa instituição ronda o país.
Com um défice orçamental monumental que já não era tão grave há 160 anos como hoje, que futuro para reorganizar as contas do Estado?

Os senhores do dinheiro

Para estes senhores o objectivo é simples: ganhar dinheiro, independentemente da conjuntura. Com estratégias arriscadas e muitos milhões na carteira, os hedge funds conseguem, muitas vezes, ter mais força do que os políticos e aproveitam as fragilidades dos governos mais vulneráveis e enfraqueçidos.

O hedge fund trata - se de um fundo que gere de forma agressiva um conjunto de investimentos particulares e institucionais, fazendo uso de estratégias como a alavancagem financeira nos mercados domésticos e internacionais com o objectivo de gerar retornos chorudos.

O objectivo não é produzir ou criar riqueza, mas especular sobre a já existente.

A União Europeia e o futuro

A União Europeia ainda não se apercebeu do papel estratégico da Rússia enquanto parceiro económico.

O desenvolvimento de "uma parceria económica" com a Rússsia poderia funcionar como um tampão de protecção contra a concorrência desleal da China,que invade o mercado europeu através do mais flagrante dumping social.

A crise grega deixou o seu maior porto de acesso à Europa totalmente a descoberto, criando um corredor por onde as exportações chinesas se podem infiltrar na Europa, com as naturais implicações para o tecido produtivo europeu.

Crise grega que atingiu o seu ponto alto devido à postura alemã face aos seus parceiros europeus. A Alemanha continua na UE, mas fundamentalmente centrada em si mesma e na sua problemática de crescimento económico.

Claro, sendo a Alemanha um dos mais ricos parceiros europeus, com o euro e as suas regras demasiado rígidas, é que os mais ricos têm beneficiado milhões, enquanto os menos desenvolvidos crescem pouco ou nada, veem definhar os fundos de coesão e o investimento europeu, e estão condenados a um défice orçamental excessivo e a um endividamento cada vez maior.

A Alemanha acusa os seus parceiros de "preguiçosos", mas se todos importamos demasiado desse país é porque ele exporta demasiado para a periferia, aproveitando o euro que o beneficia, enquanto vai asfixiando progressivamente os parceiros europeus.

As ambições hegemónicas Alemãs mostram neste Século XXI uma nova faceta!!!

John Kay e a negação da crise mundial da Segurança Social

John Kay, prestigiado economistra inglês, colunista do Financial Times nega todas as afirmações reiteradas no seu livro " The World Crisis in Social Security", segundo o qual o sistema de segurança social se encontrava em ruptura.

Através da publicação " A crise das pensões ajuda a criar uma crise" nega a possibilidade de existência de crise mundial de segurança social. Este conceito, segundo o autor, desenvolveu - se com base em três factores.

A constatação fundamentada de que o rácio entre pessoas aposentadas e as que se encontravam em idade activa vai subir drásticamente, em muitos países. Em segundo lugar, deveu - se à hostilidade ideológica que existe a hipótese de o Estado assumir um papel social mais importante e fundamentalmente, devido ao papel desempenhado pela indústria financeira que pretende chamar a si uma fatia maior no sector das pensões.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A União em crise?

A amizade Franco - Alemã do pós guerra - fria foi relegada para a gaveta da história.

A amizade decretada após a queda do muro de Berlim sofre alguns estremeções com Angela Merkel à frente da maior potência europeia a defender uma diminuição das armas nucleares da Aliança e Nicholas Sarkosy a "bater o pé" por lhe quererem reduzir esse símbolo do poder gaulês.

Será que a França manifesta desta forma os seus receios perante uma Alemanha que aspira a tornar - se uma potência europeia, largando neste percurso os seus parceiros europeus, libertando - se do trauma que lhes foi infligido durante todo o Século XX, na sequência da perseguição dos mesmos objectivos? Ou seja, o que era válido nas décadas de 20 e 30 na Alemanha continua a ser válido nesta década do Século XXI.

INE - Informações

Os consumidores travam a fundo. A austeridade está a minar o optimismo dos consumidores que regride a passos largos. Há mais de duas décadas que este fenómeno não atingia tais proporções.
A descida do indicador de confiança dos consumidores registou uma descida que foi a "MAIS EXPRESSIVA" DESDE 1986.
As perspectivas sombrias dos portugueses centram - se fundamentalmente no futuro das finanças da sua própria família, assim como quanto ao futuro das finanças públicas. O desemprego e a capacidade de gerar poupança constituem outro dos grupos de apreensões nacionais.
Com um consumidor tão apreensivo, o que se passará com o sector empresarial? Em depressão, também! Se as famílias não consomem, não se produz, não se vende e o sector terciário será fortemente atingido.
Eis a "RECESSÃO" e a "ESTAGNAÇÃO" da economia. Poder - se - á prever um crescimento, mesmo dos míseros 1,8%???